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Recomeços

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Tenho este blog a um bom tempo. Não foi o primeiro que eu criei e nem o primeiro que eu deixei de lado. Também não acho que será o último que eu criarei, rs.

Gosto de novos projetos, mas preciso aprender a não esquecer e nem desistir dos antigos. Não quero olhar para trás e ver inúmeros projetos inacabados. Também acho que ninguém deve continuar com algo que não lhe satisfaz, no entanto, eu me desinteresso muito rápido e creio que isso seja um problema.

Desejo perseverar e continuar buscando algo em que acredito. Não posso me dar ao luxo de me esquecer dos meus sonhos. A vida é feita de sonhos e precisamos nos lembrar deles com frequência. São os sonhos que fazem nosso coração vibrar (acho que existe um livro com esta frase ou algo do tipo XD) e por isso devemos continuar a buscá-los.

Mas uma coisa importante: esta busca pelos sonhos é como a busca pela felicidade. Ela não está apenas no final do caminho mas ao seu lado enquanto você busca por ela. Sonhos não podem ser confundidos com meros caprichos e nem com obsessões. Por isso, você deve ser feliz enquanto busca por seus sonhos. Sonhos nos dão força e coragem para enfrentar qualquer desafio.

Não sei se este blog é um sonho, mas acho que faz parte de um sonho maior. Um sonho de quem eu quero ser, o que quero fazer da minha vida e o que quero deixar para trás quando minha existência for apenas uma memória.

Sou biólogo. Sou gay. Sou bruxo. Sou filho único. Sou meio solitário. Sou muito amoroso embora não saiba muito bem como demonstrar meus sentimentos. Sou homem. Sou menino. Sou alegre. Sou triste. Sou bipolar (entenda-se multipolar, rs). Sou confuso. Sou indeciso. Sou adorador da Criação e de seus Criadores. Sou chocólatra. Sou saudável. Sou caminhante na trilha do auto-conhecimento.

Se desejo que este blog seja verdadeiro como uma parte do meu mundo e da minha visão dele, preciso ser verdadeiro comigo mesmo e me despir de meus disfarces. Este blog, na verdade, é mais uma ferramenta de aprimoramento pessoal do que um site que eu tenho feito para qualquer um visitar e exatamente por isso desejo ser verdadeiro. Porém, sintam-se a vontade em me acompanhar e aproveitem a viagem enquanto eu sigo rumo aos desconhecidos de mim mesmo.

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Lei Wiccana

pentagrama

A Lei Wiccana respeita,
Perfeito amor, confiança perfeita.
Viva e deixa viver,
Dá o justo para assim receber.
Três vezes o círculo traça
E assim o mal afasta.
E para firmar bem o encanto
Entoa em verso ou em canto.
Olhos brandos, toque leve,
Fala pouco, muito ouve.
Pelo horário a crescente se levanta
E a Runa da Bruxa canta.
Pelo anti-horário a minguante vigia
E entoa a Runa Sombria.
Quando está nova a lua da Mãe,
Beija duas vezes Suas mãos.
Quando a lua ao topo chegar,
Teu coração se deixará levar.
Para o poderoso vento norte,
Tranca as portas e boa sorte.
Do sul o vento benfazejo,
Do amor te traz um beijo.
Quando vem do oeste o vento,
Vêm os espíritos sem alento.
E quando do leste ele soprar,
Novidades para comemorar.
Nove madeiras no caldeirão,
Queima com pressa e lentidão.
Mas a árvore anciã, venera,
Se queimares, o mal te espera.
Quando a Roda começa a girar
É hora do fogo de Beltane queimar.
Em Yule, acende tua tora,
O Deus de chifres reina agora.
A flor, a erva, a fruta boa,
É a Deusa que te abençoa.
Para onde a água correr,
Joga uma pedra para tudo ver.
Se precisas de algo com razão,
À cobiça alheia não dá atenção.
E a companhia do tolo, melhor evitar,
Ou arriscas a ele te igualar.
Encontra feliz e feliz despede,
Um bom momento não se mede.
Da Lei Tríplice lembre também,
Três vezes o mal, três vezes o bem.
Quando quer que o mal desponte,
Usa a estrela azul na fronte.
Cultiva no amor a sinceridade,
Para receber igual verdade.
Ou um resumo, se assim preferes estar:
faz o que tu queres,
Sem nenhum mal causar.

Fonte: www.circulosagrado.com

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

Imbolc

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Hemisfério Norte: 2 de Fevereiro
Hemisfério Sul: 1o de Agosto

Também conhecido como Candlemas, Oimelc e Dia da Senhora, Imbolc é o Festival do Fogo que celebra a chegada da Primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse Sabbat é o de Brígida, a deusa celta do fogo, da sabedoria, da poesia e das fontes sagradas. Ela também é deidade associada à profecia, à divinação e à cura.

Esse Sabbat representa também os novos começos e o crescimento individual, sendo o “afastamento do antigo” simbolizado pela varredura do círculo com uma vassoura, ou vassoura da bruxa, tradicionalmente realizado pela Alta Sacerdotiza do Coven, que usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça.

Na Europa, o Sabbat Candlemas era celebrado nos tempos antigos com uma procissão à luz de archotes para purificar e fertilizar os campos antes da estação do plantio das sementes e para glorificar as várias deidades e os espíritos associados a esse aspecto, agradecendo-lhes.

A versão cristianizada da procissão de Candlemas honra a Virgem Maria e, no México, ela corresponde ao Ano Novo Asteca.

Incensos: manjericão, mirra e glicínia.
Cores das velas: marrom, rosa, vermelha.
Pedras preciosas sagradas: ametista, granada, ônix, turquesa.
Ervas ritualísticas tradicionais: angélica, manjericão, louro, benjoim, quelidônia, urze, mirra e todas as flores amarelas.

Fonte: “Wicca – A Feitiçaria Moderna” de Gerina Dunwich

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Outras Informações

Imbolc (pronuncia-se “imbôlc” ou “imbôlg”) significa “em leite” e diz respeito ao período de lactação das ovelhas. É o avivamento do ano, quando aparecem os primeiros estímulos fetais da primavera no útero da Mãe Terra. Embora ainda esteja frio, os pequenos e mais resistentes sinais de vida na Natureza começam a aparecer novamente. É época de abençoar as sementes e consagrar nossos instrumentos de trabalho.

É o despertar dos novos planos e projetos, iniciação em caminhos espirituais ou em novas atividades, assim como purificação e renascimento material ou espiritual. É tempo de despertar a criatividade e buscar inspiração através da música, poesia, desenho, dança e artes no geral.

A Deusa está se recuperando do parto da criança divina que nasceu no solstício de inverno, o Deus Sol, transformando-se em uma Donzela jovem e cheia de vigor.

A Igreja Católica aproveitou o antigo significado pagão e transformou esta na festa de Candelária, a Purificação de Maria. A própria deusa Brigit foi cristianizada mais tarde como Santa Brígida de Kildare e seu santuário foi transformado em mosteiro de monjas.

Os povos nórdicos celebravam nesta época o Disting, “enterrando” a negatividade do inverno, acendendo fogueiras nas encruzilhadas e purificando a terra, salpicando sal e cinzas sobre ela.

Até hoje, em certos lugares da Grã-Bretanha e da Irlanda, as pessoas amarram fitas ou pedaços de roupas nas árvores próximas às antigas fontes sagradas, atualmente dedicadas à Maria ou a outras santas católicas, orando para curar seus males.

Na Irlanda eram colocadas “cruzes solares” de proteção em cima das portas e janelas da casa. Eram feitas de palha e representavam o olhar protetor da Deusa, vigiando e protegendo a casa.

Também na Irlanda, as crianças eram abençoadas por Brigit colocando fitas verdes ao redor de seus pescoços, dando vários nós enquanto o nome da Deusa era pronunciado com orações de proteção.

Era costume abençoar a terra com leite, para que as plantas crescessem férteis. Isso ainda pode ser feito em nosso jardim, sempre pedindo as bênçãos da Deusa.

Fonte: http://www.bruxaria.net

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No Japão, no dia 03 de fevereiro, é comemorado o Setsubun-Sai pelo xintoísmo, sendo um festival de boa sorte, baseado no antigo calendário lunar japonês, que celebra a chegada da primavera e dá adeus a estação mais fria do ano (Kan).

Em alguns países do Hemisfério Norte, existem pequenas flores brancas chamadas Bucaneve (espécie: Galanthus nivalis), que em italiano significa “fura neve”. Mesmo com o chão coberto de gelo esta flor consegue desabrochar e por isso é considerada um símbolo de esperança.

Imbolc é um dos quatro grandes festivais celtas do fogo, comemorados durante a Roda do Ano.

Concluindo, esta é a época de renovação e purificação. O inverno se vai e a primavera se aproxima. O gelo derrete e a água forma riachos que limpam o solo. A Deusa se transforma em donzela novamente. É hora de dizer adeus ao velho para saudar o novo.

Abraços, Tiago Andrade

Diego

Antigo amor… olá novamente.

Sonhos, são sempre os mesmos sonhos.

Eu nunca esqueci você.

Perdido

entre os mundos

Como eu me sinto? É difícil dizer. Não sei ao certo.

Parece que falta alguma coisa. Ao mesmo tempo que eu não quero nada.

Chega! Não quero falar o que eu penso! É tudo muito feio e triste para se dizer. Não vou expor ao mundo. Sou um monstro por dentro. Tantas coisas imundas. Não quero deixá-las sair. Não por mim. Eu sou um guardião para tudo isso. Preciso manter o controle. Não posso deixar as trevas me dominarem. Minha consciência deve ser forte, deve prevalecer.

Instintos vis, eu os deterei dentro de mim!

Não gosto de pensar nas coisas horríveis que poderia fazer. Todas as maldições, maldades, pragas, mortes, ferimentos, sofrimento e dor que eu causaria. E o pior, que eu adoraria causar.

Não! Não sou eu! Isso não sou eu!

Posso sentir as mais lindas sensações, como um anjo que passa e deixa sua presença de amor e paz inundar um ambiente. Mas também posso sentir emoções e ter pensamentos terríveis, compulsões, desejos loucos de destruição, de ver tudo queimar e apodrecer, sangrar e se extinguir.

Da mesma forma, percebo a total perdição de almas que não sabem para onde ir, se desejam o bem ou o mal. Que assim como eu, só querem um caminho para seguir. Que suas feridas sejam curadas e as memórias esquecidas, ficando apenas o estado de letargia.

Mas não existem caminhos prontos, nem ninguém que possa te guiar se você não pede socorro ou se você não o aceita. Não há quem possa te ajudar se você quer continuar perdido.

Basta que deseje algo, melhor ou pior, e suas vibrações energéticas lhe trarão experiências com as mesmas energias. Por isso prefiro meditar, orar e pedir aos Deuses que reforcem minha fortaleza e me façam forte para suportar as energias que me invadem, para que eu não me perca entre elas.

Que eu continue sabendo quem eu sou.

Nem sempre tomo esse cuidado e então me vejo novamente entre aquelas almas perdidas. Sua confusão, solidão e desânimo me invadem e me vejo como elas. Seus sentimentos aumentam minhas próprias tendências emocionais. Sou como uma esponja para tudo ao meu redor.

Ás vezes fico tão cheio de tudo que não percebo a tristeza de um amigo ou se percebo prefiro me afastar para que eu não me perca ainda mais. Ou ainda, para que eu não leve este amigo para um poço mais fundo e mais escuro. Pois eu posso ir até lá e voltar com as vestes tão limpas quanto antes ou quase. Não entendo estas propriedades. São poderes que me fogem à compreensão. Mas sei que nem todos podem. Muitos se fecham na escuridão. No entanto, eu continuo aberto para tudo ao meu redor. Basta que me ligue com as energias certas e me modifico por completo.

A energia de uma árvore é capaz de me levar até campos desconhecidos de energia. Uma cachoeira, um campo e uma floresta podem me deixar em êxtase. Eu amo esta vibração que vem da natureza. Me deixa calmo, feliz, poderoso, conectado ao Universo. Fico sozinho mas me sinto em paz e não sinto solidão. Este é o meu porto seguro.

Portanto, preciso treinar minha consciência, disciplinar meus pensamentos e emoções, para que eu não seja levado num turbilhão para lugares desconhecidos por energias desconhecidas. Não significa que devo me fechar para o mundo. Poderia fazer isso se quisesse. Mas isso também significaria perder esta sensibilidade. Acho melhor desenvolver este dom e ter controle sobre ele.

Todos têm sensibilidade para o sobrenatural. É parte natural do que somos, assim como os outros sentidos. Algumas pessoas, têm essa sensibilidade aumentada. Isso é tanto uma dádiva quanto uma maldição. É uma faca de dois gumes. Pois assim como acontence com os outros sentidos, você pode ver, ouvir, degustar, cheirar e tocar coisas boas e ruins. Porém você pode decidir o que quer sentir. A verdade é que a maioria das pessoas simplesmente prefere não sentir.

Fonte: Tiago Andrade

Yule

Hemisfério Norte: 21 de dezembro

Hemisfério Sul: 21 de junho

Também conhecido como Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. é o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabbat por certas tradições wiccanas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.) São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.

Nesse Sabbat os Bruxos dão adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus renascido que governa a “metade escura do ano”. Nos tempos antigos, o Solstício do Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol.

Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho, queimar a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristã. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Natal.)

A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício do Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições wiccanas usam a acha de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.

Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da Religião Antiga dos pagãos. O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o chamavam de “árvore Dourada”. Eles acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é na verdade um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da idéia de que seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam freqüentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito.

A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram para os atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio.

Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Santa Claus (o Papai Noel) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o “Cristo na Roda”, um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.

Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como “beber à saúde das árvores do pomar”. Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício do Inverno. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias.

Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim.
Cores das velas: dourada, verde, vermelha, branca.
Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato e rubi.
Ervas ritualísticas tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.

Fonte: “Wicca: A Feitiçaria Moderna” de Gerina Dunwich

Este tempo de renovação que é a Páscoa, pelo símbolismo do ovo, que é como uma armadura que esconde uma nova vida, parece ser o tempo certo de se fazer reflexões. Talvez também fazer projetos ou novos hábitos que lhe garantam experiências alegres no futuro, com sua tão sonhada felicidade.

A felicidade é um estado de espírito que se mantém pelas nossas escolhas e nosso caminho. Ela não funciona bem como um objetivo a ser alcançado, mas sim como uma maneira de se viver a vida.

Você pode ter felicidade quando come um chocolate, quando está trabalhando, quando estuda algo que gosta, quando conversa com alguém que ama e te faz bem. Você pode ser feliz a maior parte de seu tempo.

Mesmo sabendo disso, pode haver momentos que o desânimo te enlace num abraço desconfortável. Nesses casos o melhor é fazer uma reflexão e identificar a causa ou causas do seu desânimo. 

É possível que ás vezes você se sinta desanimado apenas pelo engarrafamento do trânsito, a perda no jogo do computador, o chefe chato, a aula cansativa, entre muitas outras causas. No entanto, é preciso estar atento para que essa sensação não seja recorrente.

O desânimo não faz bem a sua saúde, tanto física quanto mental e espiritual. Ele é caracterizado pela falta de energia do nosso sistema, isso inclui a energia que mantém nossas defesas imunológicas ativas, o bom funcionamento das células do nosso corpo e a proteção espiritual que temos naturalmente. Por isso é tão importante que se o desânimo se tornar frequente, você tome as medidas necessárias para retomar a alegria, antes que ele se transforme em um caso de depressão.

Medidas simples como mudanças de hábitos ruins, de lugares ruins e de pessoas ruins já lhe ajudam, pois o simples fato de você estar longe daquilo que lhe faz mal, contribui para que você esteja mais perto daquilo que lhe faz bem. Porém é necessário identificar as causas do seu desânimo antes de qualquer abordagem. Retire um tempo para pensar em sua vida, seu relacionamento com as outras pessoas, seu trabalho, seus estudos, suas práticas espirituais ou religiosas, seu dia-a-dia e seu convívio com si mesmo. Quanto tempo você tem dedicado para apenas pensar sobre estas coisas?

Durante todo o processo, você deve estar permanecer tranquilo e paciente, pois não há caminho que não possa ser trilhado quando se confia em si mesmo. Esta será a hora que você estará de frente com sua consciência e com a vida que tem levado até o momento.

Uma vez que você tenha encontrado o que te deixa insatisfeito, aquilo que tem roubado sua energia, será preciso aceitar que aquilo te afeta e te faz mal, por mais bobo que possa parecer. Não se pode modificar algo que você nem acredita que exista. Esse é a parte da aceitação.

Depois disso, um alívio deverá tomar seu peito. Não é preciso temer aquilo que se conhece. Você então poderá encontrar as respostas para ter uma vida mais feliz, sem aquilo que te deixa infeliz. Não se preocupe em encontrar todas as respostas de uma vez. Elas irão aparecer no seu devido tempo. Peça o auxílio de seus deuses, para lhe guiar nesse caminho novo de auto-conhecimento.

Uma dica: Seus sonhos são como estrelas guias nesse caminho. Bússolas que lhe indicam o te faz feliz. Falo dos sonhos que temos quando estamos acordados. Aquilo que gostaríamos de realizar pelo simples fato de nos fazer bem. Sonhe o máximo possível!

Fonte: Tiago Andrade

 

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Hemisfério Norte: 1o de Agosto
Hemisfério Sul: 2 de Fevereiro

Conhecido como Lughnasadh, Véspera de Agosto e Primeiro Festival da Colheita, o Sabbat Lammas é o Festival da Colheita. Nesse Sabbat (que marca o início da estação da colheita e é dedicado ao pão), os Bruxos agradecem aos deuses pela colheita com várias oferendas às deidades para assegurar a continuação da fertilidade da terra, e honram o aspecto da fertilidade da união sagrada da Deusa e do Deus.

Lammas era originalmente celebrado pelos antigos sacerdotes druidas como o festival de Lughnasadh. Nesse dia sagrado, eles realizavam rituais de proteção e homenageavam Lugh, o deus celta do sol. Em outras culturas pré-cristãs, Lammas era celebrado como o festival dos grãos e o dia para cultuar a morte do Rei Sagrado.

A confecção de bonecas de milho (pequenas figuras feitas com palha trançada) é um antigo costume pagão realizado por muitos Bruxos modernos como parte do rito do Sabbat Lammas. As bonecas (ou bebês da colheita, como são chamadas algumas vezes) são colocadas no altar do Sabbat para simbolizar a Deusa Mãe da colheita. é costume, em cada Lammas, fazer (ou comprar) uma nova boneca de milho e queimar a anterior (do ano passado) para dar boa sorte.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Lammas são pães caseiros (trigo, aveia e, especialmente, milho), bolos de cevada, nozes, cerejas silvestres, maçãs, arroz, cordeiro assado, tortas de cereja, vinho de sabugueiro, cerveja e chá de olmo.

Incensos: aloé, rosa e sândalo.
Cores das velas: laranja e amarela.
Pedras preciosas sagradas: aventurina, citrino, peridoto e sardônia.
Ervas ritualísticas tradicionais: flores da acácia, aloé, talo de milho, ciclame, feno grego, olíbano, urze, malva-rosa, murta, folhas do carvalho, girassol e trigo.

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Fonte: ‘Wicca – A Feitiçaria Moderna’, de Gerina Dunwich

Sentindo o mundo

Existe alegria. Eu sei disso. Só não a encontro em mim. Existe também um mundo inteiro de sofrimentos e parece que todos resolveram ocupar um pedaço da minha alma. Preciso ir até o mais profundo desconhecido de mim mesmo. Então lá poderei encontrar um lugar ainda limpo dessa sujeira em que me encontro. Lá poderei me ver como sou de verdade e ver o mundo com esperança, pois eu estarei em paz. Lá, onde nada existe e no entando tudo se encontra, encontrarei a alegria que procuro. Felicidade… Será que lá também encontrarei o amor?

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