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Amor

gay

Tem alguém que vive na memória do meu coração e não consigo apagar. Conheci este amor na oitava série. Hoje, 4 anos e alguns meses depois, ainda penso nesse garoto e no modo como poderíamos ter sido felizes juntos. Mas sei que talvez não seria tão bom assim se fosse naquele tempo. Eu era imaturo e ele também. Contudo não posso deixar de pensar que perdi a chance de conhecer a fundo minha alma gêmea.

Sei onde ele mora, onde estuda, quem são seus amigos, tenho o orkut dele e fico radiante quando recebo algum recado dele, rsrs.

homem lindo demais

Já me declarei para ele. Foi através de uma carta de duas páginas, escrita toda em caneta azul e com um coração com asas que eu desenhei no final como que numa tentativa frustrada de mostrar que ele me inspira. Deixei a carta debaixo da porta da casa dele e sai correndo, rs. A resposta veio por um depoimento no orkut onde ele dizia que me entendia, que estava feliz por eu ter falado o que eu sentia já algum tempo sem que ele soubesse e que infelizmente para mim ele já estava com alguém. Isso me deixou triste e feliz ao mesmo tempo, pois ainda não sei se ele é gay e o fato de ele não ter dito que estava com uma garota me entusiasmou. Esse alguém me deu esperanças assim como as arrancou de mim naquele momento.

O que eu sinto por ele agora é difícil dizer. Sempre que estou feliz, penso que poderia ser ainda mais com ele do meu lado. Hoje sou mais decidido do que quero da minha vida, visto que naquela época, tê-lo era minha prioridade máxima, rs. Estou na faculdade e tenho um emprego bom, mas sua falta ainda arde no meu peito ás vezes a ponto de sair algumas lágrimas que não deveriam.

O texto abaixo eu fiz para ele e talvez um dia o entregue.

beijo gay

Quisera eu e você

Hoje voltei a te amar.

Depois de alguns anos, muitos eu diria, sonhei com seu rosto entre as grades de uma janela, provavelmente de sua casa, a qual passei muitas vezes pela frente numa esperança de te amar. Vi seu sorriso, seu olhar e todo o resto se perdeu. Uma nuvem de magia encobriu o mundo e o tempo, nem mesmo sei dizer se eu existia, mas você estava em cada pulsar do meu coração que sentia forte a cavalgar no peito.
Por favor não entenda isso como uma obsessão. Jamais gostaria que um amor tão idealizado, a última das formas platônicas que conhecerei no universo, se transformasse em um fruto de psicoses. Afinal o que sinto não vem de idéias, pois sobre elas tenho controle, mas de minha alma que foge ás minhas rédeas e voa instantâneamente para perto de um rastro seu.
Alguém na rua, um cheiro, seu nome que percebo dentre os demais e um sorriso familiar que também me faz sorrir em uma felicidade plena com pura admiração. São lembranças de um tempo que não volta. Não sei fugir de algo que está nos recônditos do meu ser. Suspeito que inato pelo efeito de familiaridade que ocorre entre almas gêmeas.
Mas porque, raios e trovões, você não sorriu quando eu sorri pra você?! Sou eu? Que revolta se espalha pela minha calma habitual! É você? Nunca será você.
Espero que a vida, que hoje me parece tão louca e desvairada, para a duas pessoas unir com tal intensidade, possa reparar, em tempos que ainda não vieram, a bagunça que fez comigo em um dia claro de agosto, quando me mostrou o amor. Este do qual nenhum outro me encheu e completou tanto que tudo em mim transbordasse. Tudo depois disso me parece um misto de emoções que passam, visto que em um segundo nossos olhares se cruzaram e só.
São palavras de catarse para não me perder do que sobrou. Do que não existiu, mas que vivi.
Enfim, não desejo que se preocupe, eu mesmo já não me preocupo, você não manda em seu coração assim como eu não mando no meu. Apenas necessitava desabafar, pois hoje sonhei com você e tudo voltou a fazer sentido, ou melhor, sentido algum.
Um abraço.
Até o dia em que eu contigo sonhar ou quem sabe a louca vida nossos caminhos cruzar.
P.S.: Opto pela segunda alternativa. Já sonho demais.
relógio clock
 
É simplesmente aborrecedor pensar sobre o tempo, para não dizer enlouquecedor. O que poderia ter sido, o que poderá ser e o que é. O martírio que provém do arrependimento e a esperança que provém das expectativas. A incapacidade que provém da realidade.
 
Os mais sábios dizem que o passado e o futuro na verdade não existem. Apenas o presente é real, pois somente ele pode ser observado e experimentado. Enquanto o passado reside inalterado na memória, o presente podemos mudar para mudarmos nosso futuro. Mas quem disse que podemos mudar alguma coisa?
 
Os cientistas creem que se soubermos como está todo o Universo em um dado momento, eles poderão dizer como foi o passado e também como será o futuro. Então se tal afirmativa é verdadeira, o futuro é algo que já está definido, sem nos deixar nenhuma chance de mudança. Tudo seria destino.
 
O único problema é que estamos muito longe (anos-luz eu diria) de saber qual é o estado completo do Universo, para sabermos se o futuro é mutável ou imutável, principalmente depois que Werner Heisenberg formulou seu famoso “Princípio da Incerteza” em 1926. Este princípio diz, de forma resumida, que quanto mais preciso for um experimento mais ele alterará o objeto de estudo, consequentemente, deixando-o impreciso.
 
Além disso, a matéria visível compõe somente 4% do Universo e não sabemos praticamente nada sobre a matéria escura que compõe o restante, sem falar nas diversas teorias que permanecem sem confirmação sobre as partículas elementares e as energias que regem estas partículas. Isso com certeza nos deixa mais longe de sabermos tudo sobre tudo, aliás, se isto for possível.
 
Ninguém gosta de pensar no livro de sua vida escrito em pedra, no qual não se pode mudar nem uma letra sequer. É mais reconfortante pensar que você pode trilhar seu caminho como bem entender e que você pode mudar a qualquer momento o rumo de sua história.
 
O que acho que deva ser levado em consideração são nossos pensamentos, sentimentos e atitudes. Se estamos fadados ou não à um destino, isso não muda nada se continuarmos a tomar decisões espontâneas, de acordo com nossa vontade no momento. Pode haver destino mas ainda continuaremos a viver da forma que queremos. Desta forma, estamos fazendo o futuro a cada dia, mesmo que seja um futuro previsto.
 
Pressupondo, é claro, que nossas decisões são livres da influência do destino. Que se algo sair da rota prevista, o destino não fará com que as coisas sigam o caminho que deveriam tomar. E que não há nenhuma força moldando nossos pensamentos, sentimentos e atitudes, pois se houver tal força, seremos apenas peças de um tabuleiro sem escolhas e sendo movimentadas por uma inteligência superior. Seria o fim do livre-arbítrio.
 
E se soubéssemos o que faríamos no futuro, poderíamos tomar atitudes diferentes? Poderíamos modificar o presente, que é o passado de um futuro que ainda não se tornou real. Criaríamos uma realidade paralela com este novo conhecimento ou será que  “o tempo” já saberia que teríamos tal conhecimento e o futuro continuaria o mesmo?
 
São perguntas para as quais eu ainda não tenho as respostas. Mas creio, particularmente, que o futuro seja um traçado de diversas rotas de acontecimentos, possibilidades, tanto as mais prováveis quanto as mais absurdas, que formam uma imagem confusa do que vai acontecer. Algumas rotas possuem pontos comuns, interseções, que são acontecimentos ou sucessão de acontecimentos que ocorrerão indenpendentes de quais rotas se tornem reais, pois todas elas levam ao mesmo desfecho.
 
Portanto, o tempo não é uma linha reta sem fim. Ele parece mais um embolado de retas, realidades alternativas, perpectivas que ainda não se concretizaram e eventos passados. Todos se misturando para formar o presente. Mas esse não seria apenas o tempo dentro de nossas mentes, o qual podemos ir e voltar como um filme, como nossa história e a história do nosso tempo?
 
O tempo poderia ser visto como um único ponto, que seria o presente, sem passado ou futuro. O tempo então apenas é e nunca será ou foi, já que o passado e o futuro são invenções humanas para medidas humanas de tempo. Contudo, se algo existe na mente, isto existe, ao menos virtualmente.
 
Por fim, o passado e o futuro existem, sendo que são deveras inscontantes assim como o é o próprio presente, pois o futuro está constantemente se tornando presente, e este último virando passado. Será que o passado pode virar futuro? Acho que não, mas sempre nos baseamos em experiências passadas para tomar nossas atitudes futuras. Então, o que posso concluir disso tudo é que vivemos tanto no presente, quanto no futuro e também no passado. Não há divisão que possa ser traçada entre eles. O tempo é por si só, ao menos em nossas mentes, os três juntos ao mesmo tempo.
 
Não disse ser um tema enlouquecedor?

Acredito que eu esteja destinado a algo. Alguma coisa grande, tão grande que eu não consigo prever, como se fosse algo que dependesse de acontecimentos muito marcantes em minha vida e onde muitas energias interagem podendo mudar seu desfecho. Ao mesmo tempo sinto que é algo tão certo que as estrelas se acomodaram durante milênios no Universo para este momento, procurando pela melhor visão dos acontecimentos, como se eu pouco pudesse fazer, mesmo sabendo que eu tenho pleno poder sobre minha vida. Enfim, o jeito é ir vivendo e vendo o que meu futuro mostra, o meu presente se transforma e meu passado se transporta para as páginas de minha história.

Abraços…

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