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Recomeços

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Tenho este blog a um bom tempo. Não foi o primeiro que eu criei e nem o primeiro que eu deixei de lado. Também não acho que será o último que eu criarei, rs.

Gosto de novos projetos, mas preciso aprender a não esquecer e nem desistir dos antigos. Não quero olhar para trás e ver inúmeros projetos inacabados. Também acho que ninguém deve continuar com algo que não lhe satisfaz, no entanto, eu me desinteresso muito rápido e creio que isso seja um problema.

Desejo perseverar e continuar buscando algo em que acredito. Não posso me dar ao luxo de me esquecer dos meus sonhos. A vida é feita de sonhos e precisamos nos lembrar deles com frequência. São os sonhos que fazem nosso coração vibrar (acho que existe um livro com esta frase ou algo do tipo XD) e por isso devemos continuar a buscá-los.

Mas uma coisa importante: esta busca pelos sonhos é como a busca pela felicidade. Ela não está apenas no final do caminho mas ao seu lado enquanto você busca por ela. Sonhos não podem ser confundidos com meros caprichos e nem com obsessões. Por isso, você deve ser feliz enquanto busca por seus sonhos. Sonhos nos dão força e coragem para enfrentar qualquer desafio.

Não sei se este blog é um sonho, mas acho que faz parte de um sonho maior. Um sonho de quem eu quero ser, o que quero fazer da minha vida e o que quero deixar para trás quando minha existência for apenas uma memória.

Sou biólogo. Sou gay. Sou bruxo. Sou filho único. Sou meio solitário. Sou muito amoroso embora não saiba muito bem como demonstrar meus sentimentos. Sou homem. Sou menino. Sou alegre. Sou triste. Sou bipolar (entenda-se multipolar, rs). Sou confuso. Sou indeciso. Sou adorador da Criação e de seus Criadores. Sou chocólatra. Sou saudável. Sou caminhante na trilha do auto-conhecimento.

Se desejo que este blog seja verdadeiro como uma parte do meu mundo e da minha visão dele, preciso ser verdadeiro comigo mesmo e me despir de meus disfarces. Este blog, na verdade, é mais uma ferramenta de aprimoramento pessoal do que um site que eu tenho feito para qualquer um visitar e exatamente por isso desejo ser verdadeiro. Porém, sintam-se a vontade em me acompanhar e aproveitem a viagem enquanto eu sigo rumo aos desconhecidos de mim mesmo.

Perdido

entre os mundos

Como eu me sinto? É difícil dizer. Não sei ao certo.

Parece que falta alguma coisa. Ao mesmo tempo que eu não quero nada.

Chega! Não quero falar o que eu penso! É tudo muito feio e triste para se dizer. Não vou expor ao mundo. Sou um monstro por dentro. Tantas coisas imundas. Não quero deixá-las sair. Não por mim. Eu sou um guardião para tudo isso. Preciso manter o controle. Não posso deixar as trevas me dominarem. Minha consciência deve ser forte, deve prevalecer.

Instintos vis, eu os deterei dentro de mim!

Não gosto de pensar nas coisas horríveis que poderia fazer. Todas as maldições, maldades, pragas, mortes, ferimentos, sofrimento e dor que eu causaria. E o pior, que eu adoraria causar.

Não! Não sou eu! Isso não sou eu!

Posso sentir as mais lindas sensações, como um anjo que passa e deixa sua presença de amor e paz inundar um ambiente. Mas também posso sentir emoções e ter pensamentos terríveis, compulsões, desejos loucos de destruição, de ver tudo queimar e apodrecer, sangrar e se extinguir.

Da mesma forma, percebo a total perdição de almas que não sabem para onde ir, se desejam o bem ou o mal. Que assim como eu, só querem um caminho para seguir. Que suas feridas sejam curadas e as memórias esquecidas, ficando apenas o estado de letargia.

Mas não existem caminhos prontos, nem ninguém que possa te guiar se você não pede socorro ou se você não o aceita. Não há quem possa te ajudar se você quer continuar perdido.

Basta que deseje algo, melhor ou pior, e suas vibrações energéticas lhe trarão experiências com as mesmas energias. Por isso prefiro meditar, orar e pedir aos Deuses que reforcem minha fortaleza e me façam forte para suportar as energias que me invadem, para que eu não me perca entre elas.

Que eu continue sabendo quem eu sou.

Nem sempre tomo esse cuidado e então me vejo novamente entre aquelas almas perdidas. Sua confusão, solidão e desânimo me invadem e me vejo como elas. Seus sentimentos aumentam minhas próprias tendências emocionais. Sou como uma esponja para tudo ao meu redor.

Ás vezes fico tão cheio de tudo que não percebo a tristeza de um amigo ou se percebo prefiro me afastar para que eu não me perca ainda mais. Ou ainda, para que eu não leve este amigo para um poço mais fundo e mais escuro. Pois eu posso ir até lá e voltar com as vestes tão limpas quanto antes ou quase. Não entendo estas propriedades. São poderes que me fogem à compreensão. Mas sei que nem todos podem. Muitos se fecham na escuridão. No entanto, eu continuo aberto para tudo ao meu redor. Basta que me ligue com as energias certas e me modifico por completo.

A energia de uma árvore é capaz de me levar até campos desconhecidos de energia. Uma cachoeira, um campo e uma floresta podem me deixar em êxtase. Eu amo esta vibração que vem da natureza. Me deixa calmo, feliz, poderoso, conectado ao Universo. Fico sozinho mas me sinto em paz e não sinto solidão. Este é o meu porto seguro.

Portanto, preciso treinar minha consciência, disciplinar meus pensamentos e emoções, para que eu não seja levado num turbilhão para lugares desconhecidos por energias desconhecidas. Não significa que devo me fechar para o mundo. Poderia fazer isso se quisesse. Mas isso também significaria perder esta sensibilidade. Acho melhor desenvolver este dom e ter controle sobre ele.

Todos têm sensibilidade para o sobrenatural. É parte natural do que somos, assim como os outros sentidos. Algumas pessoas, têm essa sensibilidade aumentada. Isso é tanto uma dádiva quanto uma maldição. É uma faca de dois gumes. Pois assim como acontence com os outros sentidos, você pode ver, ouvir, degustar, cheirar e tocar coisas boas e ruins. Porém você pode decidir o que quer sentir. A verdade é que a maioria das pessoas simplesmente prefere não sentir.

Fonte: Tiago Andrade

Sentindo o mundo

Existe alegria. Eu sei disso. Só não a encontro em mim. Existe também um mundo inteiro de sofrimentos e parece que todos resolveram ocupar um pedaço da minha alma. Preciso ir até o mais profundo desconhecido de mim mesmo. Então lá poderei encontrar um lugar ainda limpo dessa sujeira em que me encontro. Lá poderei me ver como sou de verdade e ver o mundo com esperança, pois eu estarei em paz. Lá, onde nada existe e no entando tudo se encontra, encontrarei a alegria que procuro. Felicidade… Será que lá também encontrarei o amor?

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